top of page

Nós vivemos em uma ilha da fantasia.


Nós vivemos em uma ilha da fantasia.

Uma ilha construída aos poucos, pedra por pedra, com todas as nossas expectativas de medos e desejos não assumidos e não realizados.

Nesta ilha, cada um de nós veste um personagem: o forte, o bem-sucedido, o que “já entendeu a vida”, o que “não sofre por nada”.

A ilha parece perfeita, mas é feita de cenários: muito brilho por fora, pouco silêncio por dentro. Um fantástico palco para o mundo.

Nesta ilha da fantasia, fingimos que tudo é urgente.

Urgente ter, mostrar, conquistar, aparecer.

O que não é urgente, deixamos para depois: conhecer a si mesmo, cuidar do coração, ouvir a alma. Aprendemos a confundir :

- Reconhecimento com amor.

- Aparência com valor.

- Ruído com relevância.

A cada dia, alguém ergue mais uma pedra para que suas fragilidades não sejam vistas.

Habitamos em bolhas, que nos são confortáveis e que instalam em nós a tal da zona de conforto, que muitos já ouviu falar, não possuímos o hábito de olhar para dentro de nós mesmos. seguimos tal como uma boiada em disparada sem saber no que irá dar.

E assim dessa maneira, vamos vivendo em nosso Planeta, uma vida decorada, mas não necessariamente vivida.

Só que a vida real não cabe nessa fantasia, criada por um sistema que nos aprisiona sem que ao menos nos damos conta.

Mas aparece nas entrelinhas, quando o cenário desaba:

na doença inesperada, na perda do emprego, na relação que chega ao fim, na solidão que grita no meio da multidão, nas doenças mentais, na falta de dinheiro, na segurança, nas nossas relações humanas, quaisquer que sejam.

Nesses momentos, a ilha mostra o que sempre foi: uma bela ilusão.

E é aí que começa a nossa verdadeira oportunidade de aprendizado.

Porque quando a fantasia racha, a verdade respira.

Descobrimos que não somos apenas o papel que representamos.

Não somos o que possuímos, nem o que os outros pensam, nem a história que contamos para parecer fortes. Somos algo muito mais profundo:

somos seres nessa jornada da vida, aprendizes da existência, buscando lembrar quem realmente somos. A ilha da fantasia nos promete segurança:

“Se você se encaixar, estará protegido.” caso não se encaixe está fora, basta olhar para o grande numero de pessoas que vivem na miséria absoluta e o numero de pobreza aumentando em todo o mundo em detrimento dos donos da ilha.

Mas a alma pede outra coisa: liberdade.

Liberdade para: Sentir o que sente, sem pedir desculpas.

- Dizer “não” quando o coração diz “não”.

- Errar, recomeçar, aprender, sem o peso da perfeição.

No caminho espiritual, sair da ilha da fantasia é um ato de coragem.

É olhar para si mesmo sem os filtros do ego.

É reconhecer que ainda há dores, medos e crenças limitantes que nos acorrentam.

É admitir que passamos anos tentando agradar aos outros, e sermos escravizados enquanto negligenciávamos a nossa própria verdade.

A boa notícia é que a vida não nos abandona nas nossas ilusões.

Ela insiste em nos chamar de volta.

Um dia, pela dor.

Outro dia, por um insight.

Outro, por um encontro transformador, um livro, uma oração, um silêncio mais profundo.

E então percebemos:

a verdadeira prosperidade não está na ilha onde tudo parece perfeito, mas no continente da autenticidade, onde podemos ser inteiros, mesmo sendo imperfeitos.

Prosperidade é: Ter paz com quem você é.

- Caminhar alinhado com seus valores.

- Sentir que sua vida faz sentido além dos números e das aparências.

Nós vivemos, sim, em uma ilha da fantasia, mas não precisamos morrer nela.

A cada escolha sincera, a cada verdade assumida, a cada passo em direção ao autoconhecimento, vamos construindo uma ponte para fora dessa ilha.

Uma ponte que nos leva ao encontro da nossa essência, da nossa espiritualidade viva, que não depende de palco nem de aplauso.

No final, descobrimos que o maior milagre não é criar uma vida perfeita para os olhos dos outros, mas viver uma vida verdadeira aos olhos da nossa própria consciência.

E é nessa verdade que mora a liberdade.

A liberdade de sermos aquilo que somos, independentemente daquilo que a sociedade nos impõe ou tentam, as religiões com suas doutrinas de subserviência, de castigo de um deus , que não existe.

O verdadeiro DEUS esse sim , não castiga, não julga e só pratica o bem e perdoa, sem olhar a quem. Essa ilha na qual vivemos é muito pequena diante daquilo que somos como espíritos de LUZ.

Portanto sei que é muito difícil de entender essa vida com olhos desse mundo físico, mas de nada nos custa tentar.


Pense nisso.

Nelson Sganzerla


 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page